Iniciativa conta histórias de judeus perseguidos pelo nazismo que reconstruíram suas vidas em Pernambuco; estudantes participaram de atividade interativa

Na ocasião, estavam representantes do Museu do Holocausto de Curitiba, do Instituto Brasil-Israel, do Centro Cultural Brasil-Alemanha, membros da comunidade judaica recifense e estudantes da ETE Porto Digital. Foto: Marina Mahmood.
Recife – A ETE Porto Digital recebeu na tarde desta segunda-feira (16) a abertura da exposição itinerante “Alteridades: memória, migração, exílio e direitos humanos”. O evento, que começou às 15h30, contou com a presença de estudantes, educadores, representantes de instituições parceiras e familiares dos personagens retratados na mostra.
A programação teve início com a fala do organizador do projeto, Karl Schurster, que apresentou a pesquisa iniciada em setembro de 2025. Ele destacou o apoio do Museu do Holocausto de Curitiba, do Instituto Brasil Israel e do Centro Cultural Brasil-Alemanha para a realização do projeto, que propõe uma reflexão sobre a migração forçada de perseguidos pelo regime nazista que reconstruíram suas vidas no Brasil, com recorte para Pernambuco.

Karl Schurster, coordenador geral do Projeto Alteridades. Foto: Marina Mahmood
Representantes do Instituto Brasil Israel também subiram ao palco para ressaltar a importância de projetos como o Alteridades na preservação da memória do povo judeu e no enfrentamento às intolerâncias.

Carlos Reiss, diretor do Museu do Holocausto de Curitiba. Foto: Marina Mahmood
Um dos momentos mais emocionantes da tarde foi a presença de familiares dos personagens retratados na exposição. Um deles falou brevemente ao público sobre a felicidade de ver a história de seus antepassados sendo lembrada e compartilhada com as novas gerações.
Vozes dos estudantes

Estudantes da ETE Porto Digital assistindo a apresentação do Projeto Alteridades que aconteceu no auditório da escola. Foto: Marina Mahmood.
A apresentação incluiu uma atividade conduzida por estudantes do curso de História da Universidade de Pernambuco que colaboram com a pesquisa de Karl. Eles narraram nove histórias de judeus que fugiram de seus países de origem e encontraram no Recife um lugar para recomeçar.
Na sequência, os alunos da ETE Porto Digital foram convidados a participar de uma dinâmica interativa. Em pequenos post-its, responderam à pergunta: “Quando um direito é negado a alguém, o que isso tem a ver com você?” As respostas, escritas de próprio punho, foram coladas em um mala e integram agora o material simbólico da exposição.
Ao final, os estudantes foram conduzidos ao hall de entrada da escola, onde está montada a exposição. O espaço reúne totens que formam uma Estrela de David – símbolo da resistência e da memória. Cada módulo traz fragmentos das trajetórias dos perseguidos que reconstruíram suas vidas em terras pernambucanas.
A exposição “Alteridades” é parte de um projeto maior que inclui o relançamento de livros infantojuvenis, a produção de vídeos multilíngues com apoio do Museu do Holocausto e a criação de materiais pedagógicos voltados à rede pública. A mostra segue em cartaz na ETE Porto Digital e depois percorrerá outras regiões do estado, incluindo Zona da Mata Norte e Agreste Centro-Norte.
Saiba mais
Instagram: https://www.instagram.com/al.teridades/