A atriz francesa Juliette Binoche é a presidente do júri na 69ª Berlinale (Foto: Fred Meyan/Berlinale)

O Festival de Cinema de Berlim começa nesta quinta-feira (7/2) e a jornalista Luciana Veras acompanhará o evento pelo segundo ano consecutivo graças a uma parceria do Centro Cultural Brasil-Alemanha (CCBA) com a Revista Continente.

Antes de embarcar, Luciana revelou suas expectativas para a 69ª Berlinale, que terá filmes brasileiros na programação como o pernambucano Divino Amor, de Gabriel Mascaro, e a estreia de Marighella, primeiro longa-metragem dirigido por Wagner Moura.


“A ideia é apresentar o festival para os leitores da Continente buscando angulações que apontem para caminhos para além da competição pelo Urso de Ouro. É claro que a competição é importante, ainda mais em um ano em que o júri é presidido por uma mulher, a atriz Juliette Binoche, e quando essa competição traz os novos de Fatih Akin, François Ozon e Zhang Yimou as perspectivas se ampliam, porém há muito mais o que se ver e discutir na Berlinale”, afirma Luciana Veras.


“Um dos recortes que queremos trazer, em especial, é sobre as discussões sobre igualdade de gênero. Dieter Kosslick declarou que, dos 17 filmes que concorrem ao prêmio máximo esse ano, 7 têm direção de uma mulher. O diretor-geral da Berlinale também vai assinar um protocolo de intenções para que o festival vá assumindo, cada vez mais, a luta por gender equality nas suas mostras”, continua a jornalista. 

Acompanhe a cobertura

Os textos de Luciana Veras sobre as sessões e os bastidores da Berlinale são publicados em uma sessão especial do site da Continente. Pelas redes sociais, ela também vai mostrar a relação da cidade com o festival de cinema.

“Muita coisa mudou nessas três décadas de queda do muro de Berlim, em especial a região da Potsdamer Platz, onde fica o QG do festival”, resume Luciana, que também compartilhou suas impressões da 68º Berlinale em um bate-papo aberto ao público no CCBA, veja um resumo dessa edição do Kulturforum sobre a Berlinale.