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200 anos da Bicicleta


O CCBA promove quiz para sortear uma bicicleta & bolsas num curso de Alemão para iniciantes

O CCBA não pode deixar o Ano de 2017 terminar sem antes lembrar da invenção da bicicleta há 200 anos, na Alemanha. Através deste texto e dos links que o acompanham, você pode aprender mais sobre a evolução deste meio de transporte e da sua importância para a mobilidade sustentável. Responda o nosso Quiz para participar do sorteio de uma bicicleta Caloi Shok 21 marchas aro 24 MTB e uma bolsa de um curso de alemão para iniciantes. As perguntas são bem fáceis e podem ser respondidas através do formulário abaixo até o dia 28 de fevereiro de 2018.

Bicicleta – um pouco da história

 

Partindo de um primeiro modelo em madeira as bicicletas se tornaram ao longo dos últimos dois séculos cada vez mais leves e sofisticadas, seu uso está cada vez mais difundido e nas grandes metrópoles a bicicleta contribui para uma mobilidade mais sustentável e saudável. Várias cidades têm sistemas públicos de aluguel por hora e trens que aceitam bicicletas para incentivar seu uso, como é o caso de Münster, na Alemanha. Entretanto, houve um tempo em que não era tão comum vê-las pelas cidades. Houve até quem as considerasse uma excentricidade passageira. Em 2017, faz 200 anos que foi lançado o primeiro modelo do que viria a se tornar a bicicleta, então aproveitamos para rever como era esse objeto há mais de um século.
 
O modelo desenvolvido pelo alemão Karl von Drais, em 1817, é considerado o pioneiro. Ele a batizou de “máquina corredora” ("Laufmaschine", em alemão) e, ao redor da Europa, o protótipo chegou a ser chamado de Draisine, velocípede e dandy horse. Era feita de madeira, pesava algo em torno de 20kg e funcionava com o impulso dos pés.
 


Bicicleta de madeira do Barão Von Drais, de 1817

 

A criação da Draisine se deu em um momento em que a região era assolada por um desastre climático, desencadeado por uma imensa nuvem de cinzas que a erupção de um vulcão na Indonésia tinha jogado no mundo inteiro, resultando em frio, seca, perda de colheitas e fome. A situação, obviamente, também afetou muitos cavalos, principal meio de transporte da época, que não sobreviveram. O objetivo de Von Drais era oferecer um meio de transporte mais barato e simples de manter que os cavalos. O invento ganhou certa notoriedade, a ponto do poeta John Keats tê-lo chamado de “o nada do momento”, segundo o The New York Times.
 
Provavelmente, ao experimentar sua invenção pela primeira vez, ele não chegou a pensar que, com ela, alteraria para sempre a mobilidade da humanidade. Na verdade, ele só queria ganhar dinheiro com ela.
 
O ponto de partida da viagem de inauguração da Laufmaschine foi a cidade de Mannheim. O percurso seguiu por cerca de 14 quilômetros em direção ao sul, rumo a Schwetzingen. A imprensa em toda a Europa comentou a invenção vinda da Alemanha. O aspecto financeiro foi o mais celebrado: o custo de uma draisiana era de 20 libras, enquanto o de um cavalo, 1.900 libras. Imbatível também foi considerado o fato de que o dispositivo não tinha custos adicionais – afinal, não precisava receber ração.

 


Bicicletas na cidade alemã de Münster
 
 
Entretanto, o sucesso do dandy horse durou pouco. Draisianas eram pesadas e difíceis de guiar, e, em 1818, a aventura em duas rodas sumiu de várias estradas europeias. Segurança era outro problema: além dos pedais, também faltavam freios na invenção. Já que a condição das estradas era péssima, muitos ciclistas simplesmente guiavam nas calçadas - com resultados infelizes. Havia muitas colisões com pedestres inocentes, e depois de alguns anos a criação de Drais foi banida de muitas cidades da Europa e Estados Unidos. 
 
Apesar do fracasso comercial de Von Drais, seu legado ficou. Ao longo das décadas, inventores na França e na Inglaterra se dedicaram continuamente a melhorar o projeto, indo desde o primeiro velocípede movido a pedal até o modelo com a roda dianteira aumentada. Até que então, no final do século 19, a bicicleta clássica apareceu, com os elementos conhecidos até hoje: duas rodas de tamanho igual, com dois pneus e uma corrente entre os pedais e roda traseira.
 
A tecnologia da bicicleta foi também aproveitada na indústria automobilística, como, por exemplo, no caso dos pneus. Muitas formas foram criadas em 200 anos – e muito foi modificado até que o veículo se tornasse um meio prático de transporte para todos.
 
Em comemoração ao bicentenário desta invenção alemã, o CCBA promove o Quiz abaixo que terá como prémios:
 
1. Uma bicicleta & uma bolsa para um curso de alemão para iniciantes;
 
2. Equipamentos de segurança para a bicicleta & uma bolsa para um curso de alemão para iniciantes;
 
3. Equipamentos de segurança para a bicicleta & um dicionário de língua alemã.
 
Para responder às perguntas no quiz dê uma olhada no link abaixo e no vídeo acima e depois preencha o formulário até o dia 28 de fevereiro de 2018. O resultado do sorteio será informado no dia 01 de março neste site do CCBA.
 
 
Texto sobre a importância das bicicletas na Alemanha: 
https://www.deutschland.de/pt-br/topic/vida/esporte-lazer/alemanha-pais-das-bicicletas 
 
 
01) Na Alemanha as pessoas possuem:
 
a)     cerca de 30 milhoes de bicicletas;
 
b)    cerca de 55 milhões de bicicletas ou
 
c)     cerca de 72 milhões de bicicletas.
 
 
02) A primeira ciclovia expressa vai ligar as cidades de:
 
a)    Duisburg e Hamm;
 
b)    Hamburg e Munique ou
 
c)    Berlin e Leipzig.
 
 
03) Na Alemanha considera se ¨Capital da bicicleta¨ a cidade de:
 
a)     Colônia;
 
b)    Münster ou
 
c)     Dresden.
 
 
04) Em Münster:
 
a)     10% das viagens na Cidade são feitas de bicicleta;
 
b)    40% das viagens na Cidade são feitas de bicicleta ou
 
c)     95% das viagens na Cidade são feitas de bicicleta.
 
 
05) O maior bicicletário da Alemanha fica:
 
a)     na Universidade de Münster com 1.500 vagas;
 
b)    no Parque Central de Münster com 2.500 vagas ou
 
c)     na Estação Central de Münster com 3.500 vagas.