{"id":71,"date":"2020-02-29T20:22:36","date_gmt":"2020-02-29T23:22:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/?p=71"},"modified":"2020-02-29T20:24:07","modified_gmt":"2020-02-29T23:24:07","slug":"todos-os-mortos-certos-movimentos-no-cinema-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/2020\/02\/29\/todos-os-mortos-certos-movimentos-no-cinema-brasileiro\/","title":{"rendered":"&#8216;Todos os mortos&#8217;: certos movimentos no cinema brasileiro"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"983\" height=\"427\" src=\"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/202008626_5_2300x1000-formatkey-jpg-w983.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-72\" srcset=\"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/202008626_5_2300x1000-formatkey-jpg-w983.jpg 983w, http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/202008626_5_2300x1000-formatkey-jpg-w983-300x130.jpg 300w, http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/202008626_5_2300x1000-formatkey-jpg-w983-768x334.jpg 768w, http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/202008626_5_2300x1000-formatkey-jpg-w983-676x294.jpg 676w\" sizes=\"(max-width: 983px) 100vw, 983px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Exibido na competi\u00e7\u00e3o oficial, <em>Todos os mortos<\/em> de Caetano Gotardo e Marco Dutra foi uma sele\u00e7\u00e3o dissonante numa bela competi\u00e7\u00e3o oficial, muito mais instigante que nos anos anteriores, cheia de filmes igualmente idiossincr\u00e1ticos, universos fascinantes e distintos de cinema (pensar, por exemplo, em <em>Days<\/em>, de Tsai Ming-Liang, <em>Siberia<\/em>, de Abel Ferrara ou <em>First Cow<\/em>, de Kelly Reichardt). Em particular, o brasileiro (com co-produ\u00e7\u00e3o francesa) me parece indicar, com frescor, certos horizontes para o estado da discuss\u00e3o (inclusive formal) em torno da anti-colonialidade nos debates locais.<\/p>\n\n\n\n<p>Se se reivindica um movimento que deixa de ser meramente futurista, como na voga recente, e que ultrapassa o presente\u00edsmo que veio marcando tanto o retrato geral dos nossos filmes em anos anteriores, para ent\u00e3o escavar mem\u00f3rias coletivas (note-se a lida com as di\u00e1sporas africanas ou as vozes queer ou ind\u00edgenas), <em>Todos os mortos<\/em> se soma a filmes recentes como <em>Joaquim<\/em> (2017), de Marcelo Gomes, ou <em>O n\u00f3 do diabo<\/em> (2017), de Ramon Porto Mota, Jh\u00e9sus Tribuzi, Gabriel Martins, Ian Ab\u00e9, com que se enfrenta a imagina\u00e7\u00e3o de \u00e9poca da hist\u00f3ria geral b\u00e1sica brasileira. Aqui, temos um filme que em particular acessa dados da hist\u00f3ria oficial, sem que busque neles o mero documento, mas material para reconfigura\u00e7\u00e3o art\u00edstica dos pr\u00f3prios dados: quer dizer, nossas datas hist\u00f3ricas s\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 o palco para dramaturgias novas como p\u00f5em em novo diagrama rela\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas de classe, ra\u00e7a e g\u00eanero a partir de certos interesses propriamente dram\u00e1ticos e estil\u00edsticos, e que t\u00eam feito dos cinemas de Caetano Gotardo e de Marco Dutra t\u00e3o frequentemente instigantes.<\/p>\n\n\n\n<p>A recep\u00e7\u00e3o mista em Berlim me parece dever em parte \u00e0 n\u00e3o familiaridade do olhar estrangeiro com certas intui\u00e7\u00f5es que movimentam o filme a partir da domesticidade de costumes e valores. \u00c9, assim, muito lindo ter visto esse filme ser exibido num pal\u00e1cio e a multid\u00e3o de espectadores a ter que se explicar para ele (n\u00e3o \u00e9 isso o que fazemos diante de um filme?). A ver suas reverbera\u00e7\u00f5es quando chegar ao Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exibido na competi\u00e7\u00e3o oficial, Todos os mortos de Caetano Gotardo e Marco Dutra foi uma sele\u00e7\u00e3o dissonante numa bela competi\u00e7\u00e3o oficial, muito mais instigante que nos anos anteriores, cheia de filmes igualmente idiossincr\u00e1ticos, universos fascinantes e distintos de cinema (pensar, por exemplo, em Days, de Tsai Ming-Liang, Siberia, de Abel Ferrara ou First Cow, de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=71"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":74,"href":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71\/revisions\/74"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=71"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=71"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=71"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}