{"id":37,"date":"2020-02-17T20:17:48","date_gmt":"2020-02-17T23:17:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/?p=37"},"modified":"2020-02-19T14:05:50","modified_gmt":"2020-02-19T17:05:50","slug":"luis-fernando-moura-compartilha-suas-expectativas-para-o-festival-internacional-de-cinema-de-berlim","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/2020\/02\/17\/luis-fernando-moura-compartilha-suas-expectativas-para-o-festival-internacional-de-cinema-de-berlim\/","title":{"rendered":"Lu\u00eds Fernando Moura compartilha suas expectativas para o Festival Internacional de Cinema de Berlim"},"content":{"rendered":"\n<p>O curador e pesquisador Lu\u00eds Fernando Moura \u00e9 o autor dos textos que ser\u00e3o publicados no site da Conex\u00e3o Berlinale nos pr\u00f3ximos dias. Antes de embarcar para a terceira experi\u00eancia dele no Festival Internacional de Cinema de Berlim, o pernambucano falou sobre as expectativas em rela\u00e7\u00e3o ao evento.<\/p>\n\n\n\n<p>Lu\u00eds Fernando Moura tamb\u00e9m comentou sobre as viagens anteriores, tamb\u00e9m realizadas por uma parceria entre o Centro Cultural Brasil-Alemanha (CCBA) e o Festival Internacional Janela de Cinema do Recife, do qual ele \u00e9 coordenador de programa\u00e7\u00e3o. Caracter\u00edsticas dos dois eventos fazem parte da entrevista a seguir.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>EUG\u00caNIA BEZERRA &#8211; Poderia falar sobre sua rela\u00e7\u00e3o com o Festival de Berlim e relembrar um pouco da experi\u00eancia anterior de parceria entre o Janela com o CCBA?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>LU\u00cdS FERNANDO MOURA &#8211;<\/strong> \u00c9 a minha terceira vez no festival, ap\u00f3s as edi\u00e7\u00f5es de 2016 e 2017, sempre em parceria entre o Janela e o CCBA. Dessas viagens vieram descobertas de filmes e contatos com pessoas que v\u00eam se refletindo no Janela desde ent\u00e3o, \u00e0s vezes por meio de pontes cujos efeitos s\u00e3o diretos. <\/p>\n\n\n\n<p>Em 2016, conheci <em>1 Berlin-Harlem<\/em>, de Lothar Lambert e Wolfram Zobus, no Kino International, uma sala de cinema impressionante na Berlim Oriental. \u00c9 um filme do underground alem\u00e3o de 1974 que cria uma narrativa da liberdade no ambiente da Guerra Fria, e que encontrou bem a no\u00e7\u00e3o de desobedi\u00eancia que inspirou aquela edi\u00e7\u00e3o do Janela, da\u00ed que terminamos por exibi-lo na mesma c\u00f3pia em 35mm no Cine S\u00e3o Luiz, em parceria com a Cinemateca Alem\u00e3, certamente uma exibi\u00e7\u00e3o in\u00e9dita deste realizador an\u00f4nimo no Brasil, mas de reconhecimento longevo em meio a certa cinefilia alem\u00e3 interessada nas bordas e nas alternativas da hist\u00f3rica art\u00edstica. Foi um interc\u00e2mbio incomum, eu diria. <\/p>\n\n\n\n<p>Em 2017, <em>Let the summer never come again<\/em>, algo como um \u00e9pico errante georgiano-alem\u00e3o de Alexandre Koberidze, residente em Berlim, tinha estreia mundial na Semana da Cr\u00edtica de Berlim, evento paralelo ao festival, e depois de ganhar o pr\u00eamio do j\u00fari no FIDMarseille teve estreia brasileira na competi\u00e7\u00e3o de longas do Janela, onde foi recebido como descoberta feliz de um filme de amor radical e do trabalho deste diretor jovem. Koberidze veio ao Janela com apoio da German Films, ag\u00eancia parceira com que travamos parcerias nas visitas \u00e0 Berlinale, e que apoiou, no ano anterior, a viagem dos brasileiros Melissa Dullius e Gustavo Jahn para exibir seu <em>Muito rom\u00e2ntico<\/em>, uma fic\u00e7\u00e3o biogr\u00e1fica com matizes de ensaio e cinefilia experimental em torno da mudan\u00e7a dos dois para Berlim, onde moram e fazem filmes em 16mm h\u00e1 mais de dez anos, no \u00e2mbito da produtora Distruktur. <\/p>\n\n\n\n<p>Foi tamb\u00e9m nesta edi\u00e7\u00e3o que fizemos parceria com os integrantes do Rabbit Hole, coletivo europeu que veio ao Janela exibir dois programas de filmes na interse\u00e7\u00e3o entre o cinema, as artes visuais, a cultura da rave e a experi\u00eancia queer. <\/p>\n\n\n\n<p>A Berlinale \u00e9 um mundo imenso e h\u00e1 ali toda forma de ideia circulando. \u00c9 poss\u00edvel entrar em contato com in\u00fameras vis\u00f5es de cinema, linguagem e sociedade, que de alguma maneira deslocam inspira\u00e7\u00f5es, contrastes ou resson\u00e2ncias para o processo curatorial do Janela, e isto tem como fonte ou meio o festival mas tamb\u00e9m a pr\u00f3pria capital alem\u00e3, com os pequenos circuitos de conversa e troca que se formam no interior e no entorno das programa\u00e7\u00f5es oficiais. <\/p>\n\n\n\n<p>Vale notar que o Janela tem com alguma frequ\u00eancia feito estreias mundiais que posteriormente ganham primeira exibi\u00e7\u00e3o internacional na Berlinale, como \u00e9 o caso de <em>Est\u00e1s vendo coisas<\/em> (2016) e <em>Terremoto santo <\/em>(2017), ambos de Barbara Wagner e Benjamin de Burca, e de <em>Jogos dirigidos <\/em>(2019), de Jonathas de Andrade, que vai ser exibido este ano na mostra Forum Expanded.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>EUG\u00caNIA BEZERRA &#8211; Que caracter\u00edsticas voc\u00ea destacaria no Festival de Berlim?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>LU\u00cdS FERNANDO MOURA &#8211;<\/strong> Bom, junte-se perfis do evento e da cidade e talvez ele seja um festival com voca\u00e7\u00e3o para, digamos com a figura da hip\u00e9rbole, abrigar virtualmente todas as caracter\u00edsticas. \u00c9 um festival de enorme apelo a um muito numeroso p\u00fablico, com dezenas de salas e centenas de filmes, \u00e0s vezes com 4, 5, 6 exibi\u00e7\u00f5es p\u00fablicas cada um, fora as sess\u00f5es de imprensa. <\/p>\n\n\n\n<p>A paisagem \u00e9 a de um grande centro expandido tomado por um festival, que \u00e9 anunciado nos outdoors por todo lado, gera filas em pontos de venda, ocupa multiplexes e incr\u00edveis salas de rua. Um grande edif\u00edcio na mesma regi\u00e3o sedia o European Film Market, considerado o maior encontro do mercado do audiovisual no continente e que funciona como uma grande feira de neg\u00f3cios internacional. E h\u00e1 tamb\u00e9m o programa Berlinale Talents, que oferece diversos programas de forma\u00e7\u00e3o e \u00e9 talvez o mais reconhecido do mundo \u2013 tem ali\u00e1s edi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m anuais, mais compactas e direcionadas, no Rio e em Buenos Aires, por exemplo. H\u00e1, neste sentido, do oficial ao extra-oficial, muitos grandes festivais no interior de um mesmo enorme festival de m\u00faltiplos horizontes, que abrange muitos mercados e as mais diversas formas de atua\u00e7\u00e3o nesses mercados: desde a competi\u00e7\u00e3o oficial, que inclui o pacote tapete vermelho e o Pal\u00e1cio Marlene Dietrich, exibindo filmes que esperam distribui\u00e7\u00e3o expressiva no chamado mercado alternativo internacional, at\u00e9 a Forum Expanded, mostra dedicada ao cinema experimental que veio nos \u00faltimos anos ocupando principalmente os cinemas do Arsenal, ligados \u00e0 Cinemateca, e a Akademie der K\u00fcnste, \u00f3timas salas de cinema com ar de cineclube \u2014 e h\u00e1 ainda as retrospectivas, a competi\u00e7\u00e3o de curtas, a Forum, a Panorama, a Generation e a nova se\u00e7\u00e3o Encounters. <\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o cerca de 400 filmes por ano. A eles se soma ainda a Semana da Cr\u00edtica, um evento jovem, concebido pela cr\u00edtica independente alem\u00e3, que tem se destacado a partir de uma postura antag\u00f4nica (em sentido generoso, mas firme) ao modelo de grande festival panor\u00e2mico, e que faz \u00f3timas sess\u00f5es de uma dezena de filmes contempor\u00e2neos com debates na sequ\u00eancia, sob curadoria criativa, e que tem de alguma forma se integrado transversalmente ao festival (far\u00e3o a estreia alem\u00e3 de <em>Sete anos em maio<\/em>, filme de Affonso Uch\u00f4a eleito melhor curta brasileiro no \u00faltimo Janela, onde recebeu tamb\u00e9m o pr\u00eamio de aquisi\u00e7\u00e3o do Canal Brasil) \u2013 em suma, h\u00e1 outros diversos pequenos eventos que se acumulam pela cidade, como a Boddinale, uma Berlinale micro, local e \u00e0s vezes algo anarquista. Me parece que h\u00e1 a\u00ed festivais, subfestivais e contrafestivais num di\u00e1logo urbano de dimens\u00f5es no m\u00ednimo plurais, e que movem tamb\u00e9m as comunidades berlinenses, seja pela ades\u00e3o ou pelo tensionamento.<\/p>\n\n\n\n<p> <strong>EUG\u00caNIA BEZERRA &#8211; Quais s\u00e3o as suas expectativas enquanto curador e pesquisador para esta edi\u00e7\u00e3o do festival?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p> <strong>LU\u00cdS FERNANDO MOURA &#8211;<\/strong> Estou bem curioso com as mudan\u00e7as na curadoria do festival. Este \u00e9 o primeiro ano de dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica de Carlo Chatrian, egresso do Festival de Locarno, e de certa forma ele parece ter trazido algum sabor de Locarno para se juntar ao de Berlim. Note-se, por exemplo, a presen\u00e7a do filme de Marco Dutra e Caetano Gotardo na competi\u00e7\u00e3o oficial. H\u00e1 tr\u00eas anos, Marco Dutra exibiu (com Juliana Rojas) na competi\u00e7\u00e3o do festival su\u00ed\u00e7o. Ali\u00e1s, \u00e9 uma sele\u00e7\u00e3o atraente que me parece se posicionar de maneira consciente entre, digamos, hegemonia e contra-hegemonia. <\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 filmes novos, por exemplo, de Tsai Ming-Liang e de (como sempre) Hong Sangsoo, mas tamb\u00e9m de Abel Ferrara e de Kelly Reichardt, Rithy Panh ou Christian Petzold. Me parece que cada um desses nomes acena para uma nota de cinefilia particular, sendo que temos ao fim um conjunto de realizadoras e realizadores instigante, mais arrojado que nos \u00faltimos anos. <\/p>\n\n\n\n<p>A Panorama tamb\u00e9m mudou de dire\u00e7\u00e3o, agora sob comando de Michael St\u00fctz. Esta se\u00e7\u00e3o tem como perfil um espectro mais amplo do mercado de cinema, a se\u00e7\u00e3o mais volumosa e em geral bastante politizada no sentido mais imediato da palavra, muito diversa e que tende a buscar um contato mais direto com os p\u00fablicos. Fico curioso porque Michael, ainda que seja um dos programadores da se\u00e7\u00e3o h\u00e1 muitos anos, \u00e9 ex-diretor do Xpanded, \u00f3timo festival de cinema queer berlinense, e \u00e9 tamb\u00e9m um dos principais nomes \u00e0 frente do Teddy, eixo LGBT da Berlinale. Tenho a sensa\u00e7\u00e3o de que, estando \u00e0 frente da Panorama, empresta a ela uma energia interessante. <\/p>\n\n\n\n<p>Particularmente me atrai a nova se\u00e7\u00e3o competitiva Encounters, que traz 15 longas na chave art\u00edstica da inven\u00e7\u00e3o e vai estrear t\u00edtulos como os novos de Mat\u00edas Pi\u00f1ero e Camilo Restrepo, tamb\u00e9m veteranos de Locarno (posso dizer que o Janela introduziu bem no Brasil o trabalho de Restrepo em curta-metragem). Essa edi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 tamb\u00e9m um teste de novas apostas para celebrar os 70 anos da Berlinale. Ainda mais curiosidades: a mostra expositiva dedicada \u00e0 cineasta guarani Patr\u00edcia Ferreira no interior da Forum Expanded, curada por Anna Azevedo. A programa\u00e7\u00e3o de 50 anos da mostra Forum, que al\u00e9m dos filmes de 2020 vai reexibir a programa\u00e7\u00e3o de 1971.<\/p>\n\n\n\n<p> <strong>EUG\u00caNIA BEZERRA<\/strong> &#8211; <strong>Imagino que seja dif\u00edcil escolher o que assistir com tantas op\u00e7\u00f5es&#8230; Existem temas ou eixos que lhe interessam mais nesta edi\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p> <strong>LU\u00cdS FERNANDO MOURA &#8211;<\/strong> O Janela, e meu trabalho de pesquisa em geral, n\u00e3o \u00e9 exatamente direcionado \u00e0 pesquisa de um mercado espec\u00edfico (dito de outro modo, me interessam e interessam ao Janela tamanhos diferentes de filme, maneiras diversas de perceber e acessar o que podemos chamar, de maneira mais ampla, artes f\u00edlmicas), ent\u00e3o como habitual vou distribuir a aten\u00e7\u00e3o entre diferentes se\u00e7\u00f5es. Tenho costumado acompanhar mais de perto a se\u00e7\u00e3o Forum, que trata do cinema independente com um interesse mais detido na pesquisa de formas, mas a nova se\u00e7\u00e3o Encounters se apresenta como outra constela\u00e7\u00e3o neste sentido. <\/p>\n\n\n\n<p>Em geral me interessa at\u00e9 menos a competi\u00e7\u00e3o oficial, onde os riscos s\u00e3o menores, e ali\u00e1s a probabilidade dos filmes mais interessantes entrarem em cartaz no Brasil antes das datas do Janela \u00e9 consider\u00e1vel, mas este ano h\u00e1 alguns bons filmes de interesse ali. Com isso quero dizer que tamb\u00e9m na competi\u00e7\u00e3o oficial me parece que se investiu na explora\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es entre cr\u00edtica e po\u00e9tica, entre integra\u00e7\u00e3o e dissid\u00eancia, entre crise e cl\u00ednica, e que fazem do cinema um bom territ\u00f3rio de quest\u00f5es e energias \u2013 ao menos se considerarmos os universos programados a partir de obras e circuitos pregressos. Me interessa perceber como o festival organiza essas rela\u00e7\u00f5es dissensuais e como, em especial, os filmes as abordam e as provocam. <\/p>\n\n\n\n<p>Claro, me interessam filmes, filmografias, diretoras e diretores espec\u00edficos que trabalham na limitrofia, sejam seus programas art\u00edsticos mais ou menos convencionais, mais ou menos midiatizados, mais ou menos reconhecidos.<\/p>\n\n\n\n<p> <strong>EUG\u00caNIA BEZERRA<\/strong> <strong> &#8211; Poderia comentar sobre como a presen\u00e7a em um festival internacional contribui para o trabalho de um curador? Imagino que, junto com a oportunidade de ver filmes de diversas partes do mundo, a possibilidade de conversar com artistas, curadores, cr\u00edticos e o p\u00fablico deve ser algo enriquecedor\u2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p> <strong>LU\u00cdS FERNANDO MOURA &#8211;<\/strong> Sim, \u00e9 sempre uma maneira de p\u00f4r o olhar em movimento, de criar afinidades, de renovar e colocar em crise, no bom sentido, as percep\u00e7\u00f5es sobre as diferentes escalas de circula\u00e7\u00e3o e sobre os universos de cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p> <strong>EUG\u00caNIA BEZERRA<\/strong>  <strong>&#8211; Falando especificamente sobre a sua experi\u00eancia com o Janela, consegue identificar algum ponto em que a ida a Berlim teria contribu\u00eddo para o seu trabalho, para seu olhar sobre o festival recifense ?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p> <strong>LU\u00cdS FERNANDO MOURA &#8211;<\/strong> A Berlinale \u00e9 um festival que, obviamente, opera numa escala muito diferente da do Janela. Dito isso, os tantos festivais no interior da Berlinale, em particular as tantas se\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o cada uma um festival, cada uma concebida sob certos crit\u00e9rios, buscas e desejos particulares, exp\u00f5em tamb\u00e9m princ\u00edpios pr\u00f3prios, inclina\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e um racioc\u00ednio pr\u00f3prios, uma cerim\u00f4nia pr\u00f3pria diante das ideias de organizar, exibir e apresentar filmes. <\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m de um ou outro filme, estas impress\u00f5es em torno do of\u00edcio de curadoria s\u00e3o inevitavelmente apreendidas e levadas para o nosso exerc\u00edcio particular no Janela, um modelo de p\u00f4r filmes juntos que sinto que \u00e9 muito nosso no festival, e que tem a ver com trabalhar numa escala pequena mas que seja capaz de articular tanto uma riqueza de modos e caminhos quanto propostas de desvio e pergunta, e que t\u00eam no horizonte tanto um diapas\u00e3o global, atento aos interc\u00e2mbios, quanto \u00e0 percep\u00e7\u00e3o do Recife, do p\u00fablico recifense, e do circuito e dos debates brasileiros, que nos movem localmente e como comunidade no interior de um estado e de um pa\u00eds. <\/p>\n\n\n\n<p>Os festivais s\u00e3o pertinentes, no sentido de que eles s\u00f3 fazem sentido em certo espa\u00e7o-tempo que \u00e9 particular a eles, cada um deles, e nessa rela\u00e7\u00e3o entre o pr\u00f3prio e o outro est\u00e1 a capacidade de uma curadoria mover ideias e experi\u00eancias, que se espraiam pelas coletividades.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>Quer saber mais sobre a atua\u00e7\u00e3o do CCBA, cursos de alem\u00e3o e certificados oficiais, ent\u00e3o visite o nosso <\/em><a href=\"http:\/\/www.ccba.org.br\"><em>site<\/em><\/a><em> ou entre em contato pelo (81) 3421-2173. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Curador e pesquisador Lu\u00eds Fernando Moura participa da Berlinale pela terceira vez pela parceria entre o Centro Cultural Brasil-Alemanha e o Festival Internacional Janela de Cinema do Recife<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":38,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[11,34],"tags":[37,79,72,67,44,89,65,57,94,39,90,91,13,64,19,87,73,30,26,81,92,23,24,43,33,51,70,55,62,31,12,46,66,61,71,50,77,27,95,60,76,78,41,42,85,36,29,18,86,47,82,49,63,68,56,93,80,45,69,84,59,22,75,38,83],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52,"href":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37\/revisions\/52"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.ccba.org.br\/conexaoberlinale\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}