<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880</id><updated>2010-02-22T22:55:15.444-03:00</updated><title type='text'>.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/atom.xml'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>41</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-9091268782506936903</id><published>2010-02-22T22:51:00.002-03:00</published><updated>2010-02-22T22:55:15.450-03:00</updated><title type='text'>O tempo dirige a Berlinale.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/bear-701328.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 134px; height: 200px;" src="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/bear-701316.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Berlinale completou este ano seu 60º aniversário exibindo interessantíssimo material de arquivo, deixando claro que o festival foi instrumento importante nas décadas da Guerra Fria. Talvez seja esse histórico que ainda dê ao Festival Internacional de Cinema de Berlim um certo sabor de democracia e uma tentativa de programar filmes de teor social e político, com a habitual demonstração de respeito por autores do mundo.&lt;br /&gt;Essas quase duas semanas de cinema, espalhadas em dezenas de salas grandes de Berlim, de certa forma refletem a sensação geral que esta cidade inspira. Se o mundo é repleto de cidades ricas em cultura e arte, poucas têm a capacidade de inspirar o pensamento livre para as artes como Berlim, que durante tanto tempo viu-se dividida, e que agora parece agregar tudo.&lt;br /&gt;É um festival de cinema encravado no meio de sítios históricos que nos lembram não apenas o que aconteceu aqui, mas que parece ainda guiar, através do passado, os caminhos para o futuro.&lt;br /&gt;Com as principais salas localizadas entre o monumento em memória ao Holocausto e a antiga sede da Gestapo, a área é ainda cortada pelo fantasma desenhado no chão (em singelos paralelepípedos) do que uma vez foi o Muro, a Berlinale oferece certamente um grande diálogo entre as imagens do cinema e as imagens deixadas pelo passado.&lt;br /&gt;Uma das imagens mais fortes da Berlinale este ano foi a do clássico Metropolis, de Fritz Lang, sendo projetado numa tela montada no Portão de Brandemburgo, outro marco da cidade. O filme foi restaurado a partir de uma cópia que se acreditava perdida e foi achada na Cinemateca de Buenos Aires em 2008.&lt;br /&gt;Nas suas sete mostras distintas, críticos, gente de mercado e público tentam dar algum sentido ao excesso de filmes de todos os lugares e estilos. Curiosamente, vale observar que a produção alemã continua tímida como resultados na tela, embora a participação da Alemanha como espaço para produção esteja aumentando. O maior sucesso desse estímulo recente foi a fatia alemã em Bastardos inglórios, de Quentin Tarantino, indicado a oito Oscars.&lt;br /&gt;Cofinanciado pelo fundo de incentivo ao cinema da cidade de Berlim (Berlin-Brandenburg GmbH), e filmado nos estúdios Babelsberg, nos arredores de Berlim, o sucesso mundial do filme foi transformado em marketing para Berlim, com camisas, suéteres, bonés e cartazes do filme vendidos no comércio da cidade.&lt;br /&gt;Na quarta-feira passada, foi anunciado um acordo entre os estúdios Pinewood, em Londres, e os estúdios Hamburg e Adlershof numa joint-venture chamada Pinewood Studios Berlin Film Services. A revista Variety de quinta-feira descreveu os fundos alemães para coproduções estrangeiras como “generosos”, nas esferas regional e federal, resultando “na mais dinâmica região da Europa para a produção de cinema”.&lt;br /&gt;E os filmes alemães? Embora a questão dos fundos de incentivo e coproduções garanta nacionalidade alemã a pelo menos três outros filmes em competição, são três os filmes que puderam ser considerados alemães na competição esse ano. E foi uma mostra bem fraca de uma filmografia que já nos deu Fassbinder, Wenders e Herzog.&lt;br /&gt;Não deixa de ser curioso ver que a única vaia ouvida nas sessões da Berlinale foram para um drama histórico sobre o nazismo. Jud Suss – Film ohne gewissen (Judeu Suss – Ascensão e queda), de Oskar Roehler, narra, como num assistível especial para a TV, a história real e terrível de Ferdinand Marian, ator ariano que foi obrigado por Joseph Goebbels, à frente do cinema no 3º Reich, a aceitar o papel do mais abominável estereótipo do judeu, numa superprodução de propaganda nazista. Fica a dúvida: o público vaiou o filme ou o tema?&lt;br /&gt;Se um segundo filme, Der rauber (O ladrão), de Benjamin Heisenberg, conquistou o respeito do público e da crítica, um terceiro foi um dos poucos vexames da seleção esse ano. Shahada, de Burhan Qurbani, crônica étnica sobre muçulmanos na Berlim contemporânea, lidando com um manual de problemas modernos, como aborto, homossexualismo e adultério. Esse subCrash berlinense é um projeto de jovem realizador, e ninguém sabe ao certo o que estava fazendo em espaço tão importante.&lt;br /&gt;Vale dizer que, nas mostras paralelas, o cinema alemão pareceu relacionar-se bem com o seu passado. Além do evento que foi a apresentação de Metropolis, Berlim apresentou a cópia restaurada de um documento essencial para entender não apenas o elemento humano, mas a história dolorida da Alemanha: Nuremberg: its lesson for today, o documentário oficial do julgamento de 23 oficiais nazistas, exibido na Alemanha como parte do processo de desnazificação da Alemanha no pós-Guerra.&lt;br /&gt;Por último, um relançamento pertinente, e não menos fascinante: a Fundação Fassbinder, dedicada a divulgar a obra de Rainer Werner Fassbinder, apresentou em duas sessões especiais a cópia nova de um dos seus filmes menos conhecidos, Welt am draht (1973), surpreendente por ser um filme de ficção científica sobre mundos virtuais criados por computador. É o presente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-9091268782506936903?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/9091268782506936903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=9091268782506936903' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/9091268782506936903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/9091268782506936903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/o-tempo-dirige-berlinale.html' title='O tempo dirige a Berlinale.'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-5094604009601194531</id><published>2010-02-22T22:49:00.002-03:00</published><updated>2010-02-22T22:50:46.978-03:00</updated><title type='text'>O Assassino Dentro de Mim.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/The-Killer-Inside-Me-726704.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px;" src="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/The-Killer-Inside-Me-726702.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O realizador inglês Michael Winterbottom, cujas habilidades como cineasta espalham-se por todas as gamas, formatos e gêneros apresentou seu exercício em mitologia americana aplicada, The Killer Inside Me (O Assassino Dentro de Mim). Foi exibido hoje, no Festival de Berlim, o último filme apresentado em competição. A violência do filme gerou o tipo de reação comum em festivais de cinema, e que irá repetir-se nas salas, quando do seu lançamento. Espectadores levantando-se apressados em direção à saída de emergência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambientado nos anos 50, no interior do Texas, é a história de um jovem xerife adjunto (Casey Affleck) que começa a despertar suspeitas sobre suas condutas depois que uma série de assassinatos passam a ocorrer na sua jurisdição, normalmente com pessoas com as quais ele esteve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma história clássica de assassino por natureza na paisagem americana, e já há acusações de que The Killer Inside Me seja mais do mesmo. Talvez seja, considerando a freqüência desse sub-gênero nas imagens americanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, essa história foi filmada por esse realizador inglês com certo fascínio, em em 35mm CinemaScope. Estão lá os enquadramentos clássicos da mitologia americana, o sotaque forte do Texas, a música, a violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme foi, em grande parte, mal recebido, talvez refletindo a natureza barata da literatura do autor Jim Thompson, cujo livro homônimo foi publicado em 1952. É um autor, e um livro da chamada ‘pulp fiction’, e o tratamento de Winterbottom nos pareceu totalmente adequado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carga mais pesada das imagens agressivas de The Killer Inside Me (com distribuição já garantida no Brasil) existe na violência contra mulheres, resultado de um personagem que, em parte, as adora, e, de outra maneira, quer destruí-las em arroubos assustadores de agressão e extermínio. E o faz com as mãos e os pés, para máximo contato físico. Curiosamente, com os homens, os atos de brutalidade são bem mais rápidos e certeiros, o que não deixa de ser um aspecto curioso da construção desse personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na coletiva de imprensa, uma jornalista levantou a questão sempre presente da sexualização do crime e da brutalidade, uma vez que as duas personagens femininas são interpretadas por estrelas sensuais como Jéssica Alba e Kate Hudson. Winterbottom também enfrentou a fúria básica dos mais sensíveis, e sua resposta foi a resposta padrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A violência no cinema deve ser chocante. Acho questionável quando filmes mostram a violência como algo divertido, engraçado. Sobre misoginismo, é uma questão sempre complicada, já que a violência contra as mulheres é algo que faz parte da sociedade, e certamente faz parte da história desse personagem. Alem disso, meu filme deixa claro que este é um homem com sérios problemas, ele não é um modelo a seguir”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Winterbottom, que já fez filmes tão díspares como A Festa Nunca Termina (2000), sobre a cena musical de Manchester, Nesse Mundo (2002, Urso de Ouro em Berlim) e Caminho Para Guantanamo, lembrou que seu primeiro longa metragem, O Beijo da Borboleta (1995) já marcava território temático semelhante, mas ambientado no norte da Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Berlim, ele quis deixar clara sua intenção de fazer um filme que fosse totalmente fiel ao livro, algo que beirasse o exercício de linguagem. “Isso não significa que tenha partido para procurar a imagem do cinema noir, mesmo que o livro tenha essa carga noir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um aspecto também levantado na coletiva foi a ausência de todo o elenco, em Berlim. Isso foi somado aos boatos, divulgados na première mundial do filme no Festival de Sundance de que Jéssica Alba teria abandonado a sessão na cena em que é vitimada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Isso não é verdade, Jessica havia visto o filme antes, foi a Sundance para apresenta-lo e não ficou para ver a sessão. Sobre a ausência dos outros, é uma pena, quando aceitamos o convite para vir a Berlim, prometemos que todos estariam aqui, portanto, podem imaginar como estamos chateados. De qualquer forma, Casey tem preferido não trabalhar em filmes, e já me considero sortudo de tê-lo tido no filme”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-5094604009601194531?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/5094604009601194531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=5094604009601194531' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/5094604009601194531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/5094604009601194531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/o-assassino-dentro-de-mim.html' title='O Assassino Dentro de Mim.'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-1397976789815137930</id><published>2010-02-22T22:44:00.002-03:00</published><updated>2010-02-22T22:48:22.189-03:00</updated><title type='text'>Um melodrama totalmente do bem.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/otouto-792450.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px;" src="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/otouto-792448.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Berlim foi feliz até para fechar, pois o ano dificilmente encontrará filme tão doce como o último trabalho do japonês Yoji Yamada, Otôto, título internacional About Her Brother (Sobre o Irmão Dela), escolhido como filme de encerramento. Fez dobradinha perfeita com o outro asiático que abriu o festival, o chinês premiado Tuan Yuan (Separados Juntos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exibido fora de competição, Otôto é um melodrama totalmente do bem sobre laços familiares testados pelo tempo e convenções sociais. Como pano de fundo, a forma muito particular (para nós estrangeiros) de como a vida na sociedade japonesa se desenrola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme conta a história de mãe e filha, marido/pai já falecido, que convidam para o casamento da garota um tio que normalmente causa constrangimento pelo seu comportamento estridente. É um homem solitário e bom, que nunca teve muita sorte na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua presença no casamento irá gerar tensão, mas são as descobertas posteriores desse tio/irmão que dão ao filme toda a sua beleza. Yamada saiu da cerimônia de encerramento com um troféu especial, a Berlinale Kamera. Um dos últimos planos do filme é um brinde proposto com vinho. Perfeito encerramento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-1397976789815137930?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/1397976789815137930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=1397976789815137930' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/1397976789815137930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/1397976789815137930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/um-melodrama-totalmente-do-bem.html' title='Um melodrama totalmente do bem.'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-980061090467920644</id><published>2010-02-22T22:33:00.004-03:00</published><updated>2010-02-22T22:43:24.134-03:00</updated><title type='text'>O cinema tratado como vinho.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/berlin2-762525.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 131px;" src="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/berlin2-762510.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início do festival, Werner Herzog mostrou-se curioso para descobrir se “esta seria uma safra vintage”, o cinema tratado como vinho. Não há exatamente uma resposta para isso, apenas os resultados do júri comandado por um dos grandes realizadores do cinema, cujos filmes, ao longo dos últimos 40 anos, têm provocado e estimulado a maneira como as imagens registram o elemento humano e o próprio mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final do festival, Herzog disse, “nenhum momento de amargura durante os trabalhos do júri”. Não era difícil suspeitar que ele talvez pudesse admirar o radicalismo de Caterpillar, de Koji Wakamatsu, vencedor do prêmio de Melhor Atriz (Shinobu Terajima). Ou enxergar algo do seu próprio cinema no filme russo Kak Ya Provel Etim Letom (Como Terminei o Verão), de Alexei Popogrebsky, sobre o isolamento radical de dois homens no círculo polar ártico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No palco, o diretor Popogrebsky disse ter dado de presente para seu fotografo, Pavel Kostomarov, uma copia de O Homem Urso, do próprio Herzog, para que ele abrisse os olhos para a sua paixão (adquirida na filmagem) por ursos populares. Kostomarov ganhou prêmio técnico especial em reconhecimento ao extraordinário trabalho de câmera no filme, assim como os atores Gregory Dobrygin e Sergei Puskepalis dividiram o Urso de Prata na atuação masculina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo tratamento de prêmio duplo foi dado ao romeno Eu Cand Vreau Sa Fluier, Fluier (Se Eu Quiser Assoviar, Eu Assovio), de Florian Serban, que ficou com o prêmio Alfred Bauer, que estimula novas perspectivas para o cinema, e o Grande Prêmio do Júri, na prática o segundo lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o primeiro filme de Serban e conta a história de um delinqüente que tenta lidar com o reformatório, dias antes de ser solto. Não tem o brilho de outros romenos recentes, mas tem precisão e a qualidade está lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois ursos de prata continuam confirmando a máquina de ganhar prêmios dessa produção romena muito apreciada, onde a escrita é cheia de personalidade. Na competição de curtas metragens, a Romênia ainda ganhou Melhor Filme com Colivia (Gaiola), de Adrian Sitaru, outra observação afiada da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom drama chinês Tuan Yuan (Separados Juntos), de Wang Quan’an, filme de abertura da Berlinale esse ano, ficou com melhor roteiro, escrito por Na Jim e Quan’an. O filme utiliza o passado recente da China para reiniciar uma antiga história de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os produtores de Polanski foram receber o troféu, um deles relatando que o cineasta teria dito que, mesmo se estivesse já livre, não teria ido à Berlinale. “Da última vez que fui receber um prêmio num festival de cinema, fui preso”, referência à sua captura na Suíça, em setembro, onde seria homenageado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Polanski aguarda a solução de um processo iniciado nos EUA em 1977, de onde fugiu na época, que o acusa de manter relações sexuais com menor de idade. Nos perguntamos como será recebido pelo grande público The Ghost Writer, um empolgante thriller sem cenas de ação ou explosões... A vitória do filme de Polanski também foi lembrada como resultado dos investimentos na produção de cinema na própria Berlim, onde Polanski rodou seu filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas, Berlim 2010 deu uma levantada no nível. Nada de valorizar a tortura pré-desenhada de personagens, como no dinamarquês Submarino, de Thomas Vinterberg, um favorito dos colegas da critica. Nada de simpáticas dramédias de cara dura da Noruega (A Somewhat Gentle Man, de Hans Peter Moland), ou o cinema feminino que usa o bottom vistoso na lapela de “eu sou mulher” (o argentino Quebra Cabeças, de Natalia Smirnoffo bósnio Na Putu, de Jasmila Zbanic).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-980061090467920644?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/980061090467920644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=980061090467920644' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/980061090467920644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/980061090467920644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/kleber-mendonca-filho-cinemascopiogmail_22.html' title='O cinema tratado como vinho.'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-7016511681719337375</id><published>2010-02-22T22:30:00.001-03:00</published><updated>2010-02-22T22:32:55.248-03:00</updated><title type='text'>A melhor seleção de filmes na competição.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/Assalto-738378.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 144px;" src="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/Assalto-738303.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das quatro edições do Festival de Berlim que a reportagem do JC acompanhou, esta teve a melhor seleção de filmes na competição. Para combinar, uma premiação lúcida que, para conhecedores do universo do autor alemão Werner Herzog, é coerente. Escolheram a delicadeza do filme turco Bal (Mel), de Semih Kaplanoglu, e valorizaram novos talentos. Herzog e seus jurados ainda apoiaram Roman Polanski com Melhor Diretor não só por um bom novo filme, The Ghost Writer, mas, entende-se, pelo drama pessoal e controvertido pelo qual o mestre franco-polonês passa atualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cerimônia de encerramento, sábado à noite, o diretor artístico da Berlinale, Dieter Koslick, anunciou feliz que, no ano em que comemorou seu aniversário de 60 anos, o Festival Internacional de Berlim superou-se em público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de 300 mil espectadores confirmam um festival que atende ao mercado, a mídia e, principalmente, o público, que lota dezenas de salas de grande porte, ao redor de Berlim, durante 12 dias. Aqui, brinca-se que as proporções gigantes da bilheteria na Berlinale são sempre estimuladas pelo inverno, o desse ano um dos mais fortes dos últimos anos. Com oito graus negativos na rua, a melhor coisa é ir ao cinema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-7016511681719337375?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/7016511681719337375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=7016511681719337375' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/7016511681719337375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/7016511681719337375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/melhor-selecao-de-filmes-na-competicao.html' title='A melhor seleção de filmes na competição.'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-2137443785824952836</id><published>2010-02-21T21:17:00.002-03:00</published><updated>2010-02-21T21:22:18.639-03:00</updated><title type='text'>No mercado de Berlim.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/fumar-proibido-799783.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 136px; height: 200px;" src="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/fumar-proibido-799781.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom título internacional de É Proibido Fumar, filme de Anna Muylaert, é Smoke Gets in Your Eyes, nome do clássico pop do The Platters, nos anos 60. Foi anunciado em Berlim que o filme terá comercialização administrada para o mercado estrangeiro pela Figa Films, de Los Angeles. O filme foi lançado no Brasil em dezembro último, e agora está no mercado de Berlim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-2137443785824952836?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/2137443785824952836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=2137443785824952836' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/2137443785824952836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/2137443785824952836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/no-mercado-de-berlim.html' title='No mercado de Berlim.'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-5018028448882135262</id><published>2010-02-21T21:15:00.002-03:00</published><updated>2010-02-21T21:17:27.288-03:00</updated><title type='text'>Libertação por parte de uma mulher.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/Na-Putu-794449.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px;" src="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/Na-Putu-794447.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro filme dirigido por cineasta mulher é da Bósnia e Herzegovina. Na Putu (No Caminho), de Jasmila Zbanic (ganhadora do Urso de Ouro 2006 por Em Segredo). Como no argentino, há uma libertação por parte de uma mulher, mas aqui de fantasmas da história recente e sangrenta do país, tema também visitado no filme anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aeromoça Luna (Zrinka Cvitesic) vê seu companheiro desempregado se converter a uma forma radical de islamismo, levando-o a mudar completamente como pessoa. É o choque entre a Bósnia européia globalizada pós-conflitos dos anos 90 e as raízes dessa mesma cultura, que não parece ir embora. Nos dois filmes, ações afirmativas políticas de mulheres que decidem seus próprios caminhos. Que bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-5018028448882135262?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/5018028448882135262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=5018028448882135262' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/5018028448882135262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/5018028448882135262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/kleber-mendonca-filho-cinemascopiogmail_21.html' title='Libertação por parte de uma mulher.'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-8609471751414603304</id><published>2010-02-21T21:12:00.002-03:00</published><updated>2010-02-21T21:14:39.289-03:00</updated><title type='text'>Dois filmes com ponto de vista feminino.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/Rompecabezas-734341.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 134px; height: 200px;" src="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/Rompecabezas-734339.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Dois filmes com ponto de vista feminino passaram na competição, o melhor deles o argentino Rompecabezas (Quebra-cabeças), de Natalia Smirnoff. Muito envolvente, utiliza estrutura minimalista com resultados consideráveis. Maria Onetto, a mesma atriz tão bem utilizada por Lucrecia Martel em A Mulher Sem Cabeça, volta com um ar e uma postura não tão diferente. Interpreta uma dona de casa de Buenos Aires que descobre-se exímia montadora de quebra-cabeças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe de filhos homem crescidos, marido delicadamente machista, ela descobre na resolução peça a peça de imagens da cultura universal (Egito antigo e clássicos da pintura) uma energia que talvez estivesse faltando na sua vida. Isso aumenta depois que responde a um anúncio para que treine suas habilidades com um homem de meia idade rumo a um campeonato internacional. Uma das imagens do festival: ver essa mulher, sempre serena, não necessariamente infeliz, abrir um verdadeiro sorriso pelo simples fato de sentir-se bem consigo mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um filme de mulher sobre as conquistas necessárias de pequenas liberdades, cuidadosamente modulado pelas atuações super naturais e por um roteiro bem escrito. Salta aos olhos a capacidade que os argentinos têm de gerar filmes a partir do que parece ser pouca coisa, com grande confiança nos dramas humanos de boa qualidade e tom obviamente pessoal. Salta também aos olhos a influência de Martel não só em tentativas recentes do cinema brasileiro de curta e longa metragem, mas também nesse produto da própria Argentina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-8609471751414603304?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/8609471751414603304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=8609471751414603304' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/8609471751414603304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/8609471751414603304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/dois-filmes-com-ponto-de-vista-feminino.html' title='Dois filmes com ponto de vista feminino.'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-2529610005576779807</id><published>2010-02-21T21:05:00.001-03:00</published><updated>2010-02-21T21:09:09.279-03:00</updated><title type='text'>Um destaque claro e evidente na competição.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/Kak-Ya-Provel-Etim-Letom-728219.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 112px;" src="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/Kak-Ya-Provel-Etim-Letom-728212.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma semana inteira com máximas de dois graus negativos, o termômetro passou hoje dos três positivos, começando a derreter o verdadeiro rinque de patinação no gelo no qual Berlim se transformou. Este é ido como um dos invernos mais fortes dos últimos 10 anos. E já chegando ao fim, persiste a sensação de que esta 60a edição da Berlinale tem qualidade geral respeitável, mas num todo sem filmes que desencadeiem reações de grande alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Combinando o desconforto físico trazido pelo frio do lado de fora dos cinemas com o frio sentido na tela, há um destaque claro e evidente na competição que é o filme russo Kak Ya Provel Etim Letom (Como Terminei Meu Verão), do diretor Alexei Popogrebsky. Todo filmado no círculo polar ártico, na ponta extremo-leste do território russo, é a história de dois homens numa base de monitoração meteorológica isolada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais velho (Grigory Dobrygin) é pai de família, e comunica-se com esposa e filho através de mensagens de celular enviadas por terceiros, na base de rádio, a centenas de quilômetros de distancia. O mais jovem é um estagiário (Sergei Puskepalis) que pegou o serviço para escrever uma monografia nesse exílio exótico. O filme se passa no verão do Círculo Polar Ártico, mas as temperaturas não parecem passar de zero grau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensação de isolamento é espetacular, deixando o filme a alguns metros do cinema fantástico, onde lembranças de O Enigma do Outro Mundo (The Thing, 1982), de John Carpenter, são constantes. Trabalhos de fotografia (com a câmera digital Red) e som incríveis, provam que Popogrebsky é um nome a se observar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme transforma-se em drama enervante num momento de ausência do homem mais velho. O estagiário recebe uma mensagem importante via rádio que, de forma não explicada via formas convencionais, ele não quer, ou não consegue passar para seu chefe, assumindo comportamento cada vez mais inusitado, como uma criança assustada. Seria a loucura do isolamento? Ou o peso da natureza sobre o homem, aspecto tão visto nas imagens russas de cinema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Terminei Meu Verão tem a cotação mais alta no quadro da crítica, atualizado diariamente na revista inglesa Screen International, distribuída no festival. Uma leitura possível colocaria o filme bem próximo dos territórios distantes filmados no cinema de Werner Herzog, presidente do júri em Berlim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-2529610005576779807?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/2529610005576779807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=2529610005576779807' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/2529610005576779807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/2529610005576779807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/um-destaque-claro-e-evidente-na.html' title='Um destaque claro e evidente na competição.'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-2730136970133622505</id><published>2010-02-17T22:12:00.000-03:00</published><updated>2010-02-17T22:14:09.547-03:00</updated><title type='text'>O divertido Besouro.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/besouro-715939.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px;" src="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/besouro-715938.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do documentário anglo-americano Lixo Extraordinário, a outra participação brasileira na Panorama foi Besouro, exibido terça-feira, filme de artes marciais já lançado nos cinemas do Brasil. A revista Hollywood Repórter publicou critica muito positiva do filme de Daniel Tikhomiroff assinada por Deborah Young. “O divertido Besouro é um tipo raro de filme de artes marciais com história envolvente e idéias sociais sendo expressas”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-2730136970133622505?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/2730136970133622505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=2730136970133622505' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/2730136970133622505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/2730136970133622505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/o-divertido-besouro.html' title='O divertido Besouro.'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-1864045195554657279</id><published>2010-02-17T22:09:00.002-03:00</published><updated>2010-02-17T22:11:59.126-03:00</updated><title type='text'>Uma crônica muito bem observada.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/broder-781796.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px;" src="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/broder-781794.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpresa boa na participação brasileira Bróder, de Jefferson D, exibido ontem na seleção Panorama, em estréia mundial no Festival de Berlim. Trata-se de uma crônica muito bem observada sobre três amigos da periferia de São Paulo, faixa etária 23 anos, numa breve reunião para comemorar o aniversário de um deles. Possibilidades de o filme cair em clichês são anuladas por uma honestidade notável do filme, claramente fruto de um universo social bem observado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perigo do clichê está bem mais presente na sinopse do que no que vemos projetado. A ambientação é a classe média baixa de São Paulo na já muito filmada topografia urbana das periferias brasileiras desenhadas por becos e vielas. É um ambiente repleto de possibilidades, uma delas o crime. Aqui, é também um espaço essencialmente familiar, algo muito bem estabelecido na primeira meia hora, onde uma feijoada de aniversário junta os amigos Macu (Caio Blat), Jaiminho (Jonathan Haagensen) e Pibe (Silvio Guindane).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pibe saiu do bairro para criar filho com a esposa, Jaiminho joga futebol na Espanha, é milionário, e Macu, ainda na comunidade, lida com gente que pertence claramente ao lado sombrio da força. É claro que a matriz para esse tipo de narrativa é o Caminhos Perigosos (Mean Streets, 1973), de Martin Scorsese, e o Os Donos da Rua (Boyz’n’D’Hood, 1991), do John Singleton, mas Jefferson D dá ao cinema brasileiro um ponto de vista importante para esse tipo de material.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trio de amigos divide não apenas a amizade, mas também (ex)namoradas, irmãs, primas, madrinhas e padrinhos. O catolicismo é abandonado para o protestantismo (numa cena muito bem ilustrada) e é quase possível sentir o cheiro do feijão no fogo. Aos poucos, os personagens são desenvolvidos de forma muito acima da media, com perfeita integração de Blat, Haagensen e Guindane), alem de uma participação muito boa de Cássia Kiss.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, a única nota falsa de Bróder é exatamente uma cena onde um personagem branco, da classe mais alta, é visto no seu ambiente. Esse empresario bebe champanhe com sua esposa loira de olhos azuis, num verde campo de golfe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda metade cai em rendimento, uma vez que Jefferson D parece precisar levar adiante a tese de que os caminhos para os jovens da periferia são, de fato, perigosos, algo arrematado num letreiro final que deveria ter sido arquivado como idéia. De qualquer forma, os desdobramentos são bem articulados, com os dois pés no chão de São Paulo, muito antes de Bróder revelar-se “um filme com uma mensagem”. Bem filmado e atuado, o que mais destaca-se no filme é o simples fato de ele ter coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-1864045195554657279?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/1864045195554657279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=1864045195554657279' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/1864045195554657279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/1864045195554657279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/uma-cronica-muito-bem-observada.html' title='Uma crônica muito bem observada.'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-5073624152035684878</id><published>2010-02-17T12:50:00.001-03:00</published><updated>2010-02-17T12:54:29.717-03:00</updated><title type='text'>Sair de um filme coçando a cabeça</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/Shekarchi-705314.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px;" src="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/Shekarchi-705312.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre muito bom sair de um filme coçando a cabeça, acompanhado escada abaixo por um ponto de interrogação. Havia ocorrido um dia antes com o japonês Caterpillar, ontem foi a vez de Shekarchi (Caçador), filme iraniano (feito com dinheiro alemão) diferente de qualquer coisa já vista na filmografia do país. Também fica a pergunta do como um filme desse foi feito no país de Mahmoud Ahmadinejad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, temos um segurança, homem de família. Uma tragédia, resultado dos protestos de rua de um ano atrás, o deixa só. Ele pega um rifle e, como um caçador na natureza selvagem, mata, à distancia, dois policiais. É um filme cheio de raiva e desobediência civil, com uma visão humana e pessimista das instituições iranianas. A violência e mais próxima de um filme ocidental, mas ainda há uma economia à vista que esperamos sempre dos iranianos. Bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-5073624152035684878?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/5073624152035684878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=5073624152035684878' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/5073624152035684878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/5073624152035684878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/sair-de-um-filme-cocando-cabeca.html' title='Sair de um filme coçando a cabeça'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-3820672635251655197</id><published>2010-02-17T12:46:00.000-03:00</published><updated>2010-02-17T12:50:10.700-03:00</updated><title type='text'>Uma janela para entendermos de perto conflitos ancestrais.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/budrus-784647.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 160px;" src="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/budrus-784644.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Budrus, Julia Bacha filma em Mini-DV e com a câmera trêmula na mão uma rara instância onde um enfrentamento entre judeus e palestinos é guiado por uma idéia inicial de paz. O conflito surge do muro erguido por Israel para garantir mais segurança para o país, isolando-o dos territórios palestinos. O problema é que o muro não começa na linha fronteiriça de Israel, mas quilômetros dentro das terras palestinas, desenhado com aparente arrogancia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das localidades afetadas é a vila de Budrus, onde surge uma resistência pacífica, que usa a energia das mulheres e crianças para enfrentar a chegada de tratores que irão por abaixo oliveiras importantes culturalmente para a comunidade. Numa passagem extremamente significativa, a comunidade também mostra preocupação de que as crianças não enxerguem o muro da escola que os ensina noções de cidadania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há qualquer dúvida sobre onde está o ponto de vista de Bacha. Ela consegue duas entrevistas importantes com membros do exército de Israel, que acreditam num tom sempre polido na força e na necessidade de limpar a área. Há uma escalada de tensões e, depois de ações prolongadas de mulheres e crianças, rapazes começam a jogar pedras. O filme cria uma situação tensa e não é difícil lembrar de Avatar, de James Cameron, onde o lado fraco enfrenta a estupidez bem equipada dos menos justos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informações indicam que as batalhas (com feridos, mas sem mortos) levaram Israel a redesenhar o mapa dos seus muros e cercas, uma vitória para os moradores, reinterpretada pelo comandante israelense como uma vitória de Israel, que assim quis que as coisas fossem. Budrus é mais uma janela para entendermos de perto conflitos ancestrais normalmente descritos de longe pela mídia, com o tipo de “imparcialidade” que gera ainda mais confusão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-3820672635251655197?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/3820672635251655197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=3820672635251655197' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/3820672635251655197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/3820672635251655197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/uma-janela-para-entendermos-de-perto.html' title='Uma janela para entendermos de perto conflitos ancestrais.'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-23913693445982949</id><published>2010-02-17T12:36:00.001-03:00</published><updated>2010-02-17T12:46:10.641-03:00</updated><title type='text'>Dois documentários poderosos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/afilmunfinished-762763.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 113px;" src="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/afilmunfinished-762761.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abandonando um pouco a seleção oficial, dois documentários poderosos, de realizadoras independentes, foram apresentados na seção Panorama. Ilustram linhas de tempo totalmente distintas para a história do povo de Israel, agregando novos valores aos arquivos de imagem dessa história, e também reprocessando-os.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em A Film Unfinished (Um Filme Inacabado), de Yael Hersonski, a copia de trabalho de um filme nazista de propaganda rodado no Gueto de Varsóvia é revista, depois de décadas perdida nos arquivos. Em Budrus, a brasileira Julia Bacha (radicada nos EUA) registra o conflito entre moradores de uma vila nos territórios ocupados por Israel, que reagem pacificamente à construção injusta de um muro de segurança nas suas terras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peculiaridade dessa descoberta é investigar a natureza do cinema de registro como uma farsa, uma vez que as equipes de reportagem do 3o Reich foram enviadas para armar um relato parcialmente ficcional sobre a propagada natureza avarenta dos judeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 500 mil judeus foram segregados no gueto, que a história revelou ter sido a última parada da grande maioria antes das deportações para campos de extermínio como Treblinka e Auschwitz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com farto material de takes “1”, “2” e “3”, cenas eram ensaiadas e repetidas para ilustrar o contraste entre os ricos e os pobres, a equipe trazia carne para frigoríficos vazios e dramatizava uma vida burguesa onde muitos morriam de fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de propaganda filmada é uma constante na produção de imagens desde o início do cinema, há mais de 100 anos, com destaque para o acervo de imagens da 2a. Guerra Mundial via americanos, soviéticos, ingleses e alemães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é inferior a um relato russo chamado Blockade (2005), de Sergei Loznitsa, montado com imagens recusadas na época pela máquina de propaganda da URSS, sobre a vida em São Petersburgo durante o cerco nazista. A jovem Hersonski, por exemplo, usa música dramática e reconstitui uma entrevista importante em cristalino formato de alta definição, criando choque indesejável com o material em película encontrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, há no seu filme algo de verdadeiro e particularmente grotesco nessa análise de imagens encontradas proposta. Especialmente quando a realidade histórica é quebrada pela repetição imposta por um sentido ainda mais grotesco de ficção, a equipe nazista vista acidentalmente nas cenas que foram cortadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-23913693445982949?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/23913693445982949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=23913693445982949' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/23913693445982949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/23913693445982949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/dois-documentarios-poderosos.html' title='Dois documentários poderosos'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-5648738374728362089</id><published>2010-02-17T12:28:00.002-03:00</published><updated>2010-02-17T12:36:21.316-03:00</updated><title type='text'>Boato tão interessante quanto inusitado.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/taxidriver-763933.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 139px; height: 200px;" src="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/taxidriver-763929.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um boato tão interessante quanto inusitado correndo em Berlim sobre uma possível parceria entre Martin Scorsese, na cidade para divulgar A Ilha do Medo, e o dinamarquês Lars Von Trier. Segundo a revista inglesa Screen International, os dois teriam se encontrado na cidade no final de semana para discutir uma refilmagem de Taxi Driver, o clássico de Scorsese. O projeto seria parte de uma série proposta por Von Trier com base nos “filmes que me fizeram querer fazer filmes”. O produtor de Von Trier, Peter Aalbaek, não confirmou nem negou, e disse que um anuncio oficial será feito em breve. Rumores também apontam para a participação de Robert de Niro...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-5648738374728362089?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/5648738374728362089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=5648738374728362089' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/5648738374728362089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/5648738374728362089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/boato-tao-interessante-quanto-inusitado.html' title='Boato tão interessante quanto inusitado.'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-6318704314377557997</id><published>2010-02-15T14:26:00.002-03:00</published><updated>2010-02-15T14:29:07.721-03:00</updated><title type='text'>Um personagem que descobre-se morto.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/Shutter-Island-731128.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px;" src="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/Shutter-Island-731126.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que Martin Scorsese abre a boca, o assunto é o cinema e a ânsia que ele tem pelos filmes. Em coletivas de imprensa de festivais grandes como Berlim, cineastas geralmente negam referencias óbvias, projetam originalidade e um desligamento calculado do cinema no passado. Hoje em Berlim, para apresentar Shutter Island (fora de competição), Scorsese, mais uma vez, soava como um professor sem academicismos, falando sobre uma obra que tem na loucura suas cores principais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shutter Island (que estréia no Brasil 5 de março com o título A Ilha do Medo) é a história de um agente do FBI (Leonardo Di Caprio, na sua quarta colaboração com Scorsese) que investiga o desaparecimento de uma paciente num manicômio isolado numa ilha, na Baía de Boston, nos anos 50.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse personagem agressivo vai se perdendo cada vez mais dentro da ilha, e é acompanhado por um colega do FBI (Mark Ruffalo) e pela fotografia ostensiva do colaborador de longas datas de Scorsese (e recentemente Quentin Tarantino), Robert Richardson. Vale registrar que Richardson parece sempre tentar seqüestrar os filmes que ilumina com seus focos de luz branca e dura, o que está me causando um cansaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que uma marca, passa quase como uma mania não muito positiva, e isso tem marcado os filmes de Scorsese de uma forma que talvez não seja boa. É tão lugar comum quanto o uso de tracks dos Rolling Stones nas suas mixagens, ausentes aqui, imagino que por questões de anacronismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, aos poucos, A Ilha do Medo leva o espectador a entrar num redemoinho de mistério onde passado e presente, sob clima ostensivo de um cinema clássico de gênero, são embaralhados. É nesse clima chuvoso, sob música do cinema noir de mistério, que Martin Scorsese nos dá uma jornada delirante pela psicologia dos traumas humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre o filme parece segurar a sua própria onda, uma vez que cenas inteiras arrastam-se imersas na insanidade da trama. No entanto, A Ilha do Medo termina juntando um esforço marcante de estilo por parte de Scorsese, um filme de gênero de um autor apaixonado pelos gêneros. Referencia mais óbvia aqui é Shock Corridor, de Fuller, mas lembranças de À Beira da Loucura (In The Mouth of Madness), de Carpenter, Bug, de Friedkin, ou mesmo Jacob’s Ladder*, de Adrian Lyne, são possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já andei escrevendo recentemente, A Ilha do Medo, assim como no The Ghost Writer de Polanski, ou Invictus de Eastwood (acrescente aí A Troca, Gran Torino, etc), ou As Ervas Daninhas, de Resnais, ou ainda no cinema dos últimos anos de Rohmer, há uma sensação refrescante de anacronismo, como se esses autores maduros estivessem criando bolhas especiais para que seus filmes existam de maneira sempre muito empolgante, e elegante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando. Uma conexão alemã do personagem de Di Caprio na trama parece ter feito um bom contato com a platéia de Berlim, embora qualquer tentativa de detalhar a história desse investigador nessa ilha possa estragar as descobertas do espectador que ainda verá o filme. À certa altura, vale dizer, é apresentada a informação de que “sonho” em alemão é “draum”, cuja origem é a palavra “trauma”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Creio que esse filme traz muito do que eu vivi como criança, crescendo nos EUA da Guerra Fria, nos anos 50, época onde o medo fazia parte de tudo. A aniquilação total podia acontecer a qualquer hora via guerra nuclear. Filmes como Vampiros de Almas (Invasion of the Body Snatchers), de Don Siegel, refletiam esse estado de coisas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na coletiva de imprensa lotada (sobrei, vi no frio, no telão), estavam Di Caprio, que parece ter se tornado o ator pessoal de Scorsese na sua fase mais recente. Trabalhou em Gangues de Nova York, O Aviador e Os Infiltrados. “Me sinto feliz de poder trabalhar com alguém que me fez crescer através de seus filmes, começando por Táxi Driver”. O ator revelou que seu pai tem a mesma idade de Scorsese, nasceu no mesmo bairro de Nova York e foram à mesma escola. Confirma clima paternal entre ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam também presentes Ruffalo, Ben Kingsley e Michelle Williams. O elenco lembrou que Scorsese projetou filmes como Laura, de Otto Preminger, durante o processo de preparação. Di Caprio também revelou a importância de observar o trabalho de James Stewart em Vertigo – Um Corpo Que Cai, de Alfred Hitchcock, outra referencia clara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cobrado por um jornalista se ainda faria filmes de gangster, o maestro do cinema americano disse que “filmes como Os Bons Companheiros e Cassino foram experiências pessoais de narrativa, onde queria trabalhar com narrações em off. Tiveram seu tempo e seu espaço. De qualquer forma, há um projeto que estou discutindo com Robert de Niro, que seria sobre homens já velhos, relembrando o passado no crime”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Não é spoiler. A trama desse filme nada tem a ver com um personagem que descobre-se morto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-6318704314377557997?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/6318704314377557997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=6318704314377557997' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/6318704314377557997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/6318704314377557997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/um-personagem-que-descobre-se-morto.html' title='Um personagem que descobre-se morto.'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-4775153935561002451</id><published>2010-02-15T14:22:00.004-03:00</published><updated>2010-02-17T12:57:35.201-03:00</updated><title type='text'>O cinema está em alta na Alemanha</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/Poster-792874.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px;" src="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/Poster-792797.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;A Agencia Alemã de Cinema divulgou ontem que o cinema está em alta na Alemanha, com alta de 13.1% na venda de ingressos. 146.3 milhões de alemães foram às salas do país em 2009, entusiasmo que percebemos nas filas gigantescas da Berlinale que enchem as maiores salas de multiplex que eu já vi. Os números do ano passado geraram 976 milhões de euros. O cinema alemão teve ocupação de 27.4% no mercado, numero excelente frente ao poderio hollywoodiano. Para se ter uma idéia, segundo dados do www.filmeb.com.br, o Brasil vendeu, ano passado, 112 milhões de ingressos, com bilheteria de R$ 970 milhões. O cinema brasileiro teve fatia de 14.2% no mercado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-4775153935561002451?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/4775153935561002451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=4775153935561002451' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/4775153935561002451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/4775153935561002451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/o-cinema-esta-em-alta-na-alemanha.html' title='O cinema está em alta na Alemanha'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-6005207630899610056</id><published>2010-02-15T14:19:00.001-03:00</published><updated>2010-02-15T14:20:59.874-03:00</updated><title type='text'>Sensibilidade e a alegria sem cintos de segurança.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/mynameisKhan-746076.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px;" src="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/mynameisKhan-746075.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Outro destaque curioso apareceu na competição, a produção indiana My Name is Khan, de Karan Johar. Pode ser rudemente descrito como um Rain Man indiano, filmado nos EUA, com a sensibilidade e a alegria sem cintos de segurança do cinema que entendemos como sendo “bollywood”. Ou seja, é tudo cinco ou seis notas acima da realidade, da câmera excitada à música ansiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shah Rukh Khan, espécie de Tom Cruise da Índia, grande astro, interpreta um homem muçulmano portador de um tipo de autismo – síndrome de Asperger – e é preso nos EUA por “ter comportamento suspeito”. Isso vem, claro, da paranóia pós-11 de setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele apaixona-se por indiana de outra etnia (Kajol Devgan, linda), cabeleireira em São Francisco da Califórnia. O filme vai lhe conquistando ao mesmo tempo em que o espectador ocidental precisa fazer seus ajustes. Tudo passa como uma enlouquecida novela, tecnicamente impecável, e de mensagem política muito capaz de agradar o júri de Werner Herzog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-6005207630899610056?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/6005207630899610056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=6005207630899610056' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/6005207630899610056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/6005207630899610056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/sensibilidade-e-alegria-sem-cintos-de.html' title='Sensibilidade e a alegria sem cintos de segurança.'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-6613239380726629068</id><published>2010-02-15T14:13:00.000-03:00</published><updated>2010-02-15T14:17:35.002-03:00</updated><title type='text'>Uma espécie de versão russa de Priscilla.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/Veselchaki-746868.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 113px;" src="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/Veselchaki-746866.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Fomos dar uma olhada em Veselchaki, de Felix Mikhailov, o filme de abertura da paralela Panorama, provavelmente a mostra mais gay de todos os grandes festivais de cinema do mundo. O que impressiona na Panorama é que, oficialmente, não é uma mostra gay, mas os gostos do curador Wieland Speck são amplamente conhecidos. O que seria de Berlim se Speck gostasse de futebol, ou de tratores? A Panorama esse ano ainda anuncia o multi-filme Fucking Different São Paulo, sobre pansexualidade em Sampa. Veremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veselchaki foi apresentado por Speck como “uma espécie de versão russa de Priscilla – a Rainha dos Deserto”. Para além da curiosidade de ver um travesti fazendo Carmen Miranda e Tico-Tico no Fubá em russo, teme-se que o valor do filme seja muito mais regional do que cinematográfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse filme de gueto é afirmativo e poderá ser um marco na sociedade pós-soviética, onde, sabe-se, o homossexualismo ainda é tratado com um estranhamento espetacular. No mais, são os dramas de um pequeno grupo de amigos, tentando proteger-se atrás de plumas, paetês e Gloria Gaynor (toca I Will Survive) de um mundo frio e hostil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-6613239380726629068?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/6613239380726629068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=6613239380726629068' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/6613239380726629068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/6613239380726629068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/uma-especie-de-versao-russa-de.html' title='Uma espécie de versão russa de Priscilla.'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-2289589581716524899</id><published>2010-02-15T13:35:00.002-03:00</published><updated>2010-02-15T14:12:47.024-03:00</updated><title type='text'>Liberalzinho, bem intencionado.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/howl-759905.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px;" src="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/howl-759903.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Curiosamente, a palavra escrita é, de certa forma, a estrela de um outro filme exibido hoje em competição, Howl, produção americana de Rob Epstein e Jeffrey Friedman. Eles fizeram The Celluloid Closet, sobre a imagem do homossexualismo no cinema. Howl abriu o Festival de Sundance, há algumas semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Totalmente apaixonado pelo poeta da geração Beat Alen Grinsberg, Howl ilustra a vida de Grinsberg e sua obra máxima, publicado como Howl and Other Poems, a partir de um processo na justiça de 1957. Tentaram banir o poema tendo como base a interpretação de que seria indecente e, mais estranho ainda, "de que não seria literatura".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Documentaristas, Epstein e Friedman adentram a ficção incertos. Usam o ator James Franco (Homem Aranha, Milk) como Grinsberg nas dramatizações, uma vez que imagens de Grinsberg são raras. Tomaram também a decisão questionável de tentar ilustrar Howl, um fluxo de consciência expressivo, lido em voz alta por Franco num longo sarau, com imagens de uma animação não muito inspirada, com jeito de sobras da revista Heavy Metal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ironicamente, no tribunal, o promotor público (David Strathairn) pede que um especialista em literatura explique o significado de algumas passagens, para o qual o especialista responde: “não é possível transformar poesia em prosa. É por isso que chama-se poesia”. A afirmação parece entrar em choque com o próprio filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No geral, Howl tem o aspecto e o tom dessa praga que convencionou-se a associar com tudo que vem de Sundance dentro de uma idéia de cinema americano independente. Liberalzinho, bem intencionado, mas, finalmente, não muito bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-2289589581716524899?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/2289589581716524899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=2289589581716524899' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/2289589581716524899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/2289589581716524899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/liberalzinho-bem-intencionado.html' title='Liberalzinho, bem intencionado.'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-3369671800827876594</id><published>2010-02-15T13:26:00.003-03:00</published><updated>2010-02-15T13:35:17.428-03:00</updated><title type='text'>Grande ausência em Berlim</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/ghostwriter-793437.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px;" src="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/ghostwriter-793435.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;A grande ausência em Berlim esse ano é a de Roman Polanski, 76 anos. Ele perdeu a estréia mundial do seu novo filme, o ótimo Ghost Writer, exibido hoje em competição, com Ewan McGregor e Pierce Brosnan. Polanski está em prisão domiciliar no seu chalé, na Suíça, por questões judiciais pendentes desde 1978, nos EUA, quando foi acusado formalmente de manter relações sexuais com garota de 13 anos de idade. Aguarda decisão da justiça sobre uma possível extradição, numa batalha legal que ainda deverá render muito &lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Os problemas de Polanski foram esmiuçados no documentário inédito no Brasil Roman Polanski: Wanted and Desired (Procurado e Desejado), da realizadora Marina Zenovich, olhar informativo (e generoso) para com o realizador de Repulsa ao Sexo (exibido aqui na retrospectiva especial dos 60 anos da Berlinale, esta semana), O Bebê de Rosemary e O Pianista. Ewan McGregor, Pierce Brosnan, Olivia Williams e equipe falaram o óbvio sobre a ausência de Polanski, enfim, de que é lamentável. &lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Não é difícil enxergar paralelos entre Polanski e as tensões de um personagem chave de Ghost Writer, um ex-primeiro ministro britânico (Brosnan) exilado numa belíssima casa de praia nos EUA. Enfrenta acusações sobre manobras ilegais que levaram a Inglaterra à guerra no oriente médio. &lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Há aí um segundo e espetacular paralelo real, com o ex-primeiro ministro britânico Tony Blair. Ele enfrenta atualmente o mesmo tipo de acusação em relação à participação da Inglaterra na Guerra do Iraque, em alianças escusas com os EUA de George W. Bush.&lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Na coletiva de imprensa, o escritor e roteirista Robert Harris explicou que o texto foi escrito em 2007, mas que, ao longo dos últimos três anos, viu os fatos transformarem seu livro (e, agora, o filme) “num quase documentário”. Há pressão cada vez mais forte para que Blair seja levado ao tribunal de Haia, em especial por ter mentido, ao lado de Bush, sobre as armas de destruição em massa inexistentes de Sadam Hussein.&lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;No filme, um “escritor fantasma” (McGregor) é contratado para escrever a autobiografia desse ex-primeiro ministro, substituindo um outro escritor que morreu misteriosamente, fato estabelecido numa cena de abertura muito eficaz, a bordo de um ferry. &lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Com estilo clássico cristalino, Polanski faz o espectador assumir o ponto de vista desse jovem escritor, entrando num mundo que ele não conhece. A sua viagem entre Londres e Martha’s Vineyeard (litoral nordeste dos EUA, mas filmado no norte da Alemanha e em estúdio, em Berlim) é detalhada realisticamente, com trocas de avião, carro e ferry boat. É tudo ágil e sempre instigante como entretenimento, facilmente associável ao cinema de Alfred Hitchcock, algo que um outro filme de Polanski, Busca Fernética (1988), já lembrava. Também não é difícil imaginar Cary Grant no papel de McGregor.&lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ghost Writer é mais um exemplar de um cinema moderno feito por realizador maduro, dotado do tipo de qualidade que não associamos às narrativas da pressa nos filmes de mercado. Tem um outro timbre. Não é difícil lembrar de Clint Eastwood ou Alain Resnais durante esse novo Polanski, autores maduros que, às suas maneiras pessoais, nos dão filmes, e jeitos de filmar, que terminam fazendo a diferença. Talvez isso venha de parecerem ligeiramente deslocados no quadro geral do cinema. &lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Observamos com interesse que em Ghost Writer, lançado em 2010, a peça principal que move a trama (o ‘McGuffin’ hitchcockiano) não é uma imagem, um disco digital ou um arquivo de computador, mas a palavra escrita na forma de um livro. De fato, são palavras impressas em papel que encerram o filme, a palavra como imagem assinatura. &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-3369671800827876594?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/3369671800827876594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=3369671800827876594' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/3369671800827876594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/3369671800827876594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/kleber-mendonca-filho-cinemascopiogmail_15.html' title='Grande ausência em Berlim'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-2213245195914024705</id><published>2010-02-12T11:50:00.006-03:00</published><updated>2010-02-12T12:05:43.154-03:00</updated><title type='text'>Uma produção chinesa correta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/Blank-city-704032.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 124px;" src="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/Blank-city-703955.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHINA – Na Berlim gélida desses dias (quatro negativos diurante o dia, mais neve), o filme de abertura hoje foi uma produção chinesa correta chamada Tuan Yuan (Juntos à Parte), do diretor Wang Quan’an, ganhador do Urso de Ouro 2007 em Berlim por O Casamento de Tuya, só exibido no Brasil em festivais. Fala sobre um casal que, depois de 50 anos separados, voltam a estar juntos, a família da mulher, e especialmente seu marido, tentando entender que ela talvez precise retomar a antiga relação depois de décadas num casamento sem paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da China e seu conflito histórico com Taiwan é a base da história, uma vez que milhares de famílias foram separadas no final dos anos 40. Quan’an toca nos temas recorrentes do cinema moderno chinês, o crescimento físico do pais, visível nas construções constantes, na destruição da arquitetura (e de um estilo de vida) do passado. De alguma forma, mostra que o mundo novo tem suas próprias formas de continuar separando as pessoas, já que a nova geração continua lidando com os mesmos temas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa cena, o casal que se reúne visita um antigo quarto, num velho hotel, que significa muito para ambos, e o filme sugere uma continuação imaginária de Amor à Flor da Pele (In The Mood For Love, 2000), de Wong Kar Wai. Escolha discreta para abrir os 60 anos de um festival com a importância de Berlim, mas, de qualquer forma, um filme delicadamente caloroso para receber o público em dias tão frios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-2213245195914024705?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/2213245195914024705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=2213245195914024705' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/2213245195914024705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/2213245195914024705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/kleber-mendonca-filho-cinemascopiogmail.html' title='Uma produção chinesa correta'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-5536297020008759002</id><published>2010-02-12T11:28:00.007-03:00</published><updated>2010-02-12T12:06:31.245-03:00</updated><title type='text'>Um filme bom é sempre um enigma</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/herzog-762159.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 196px; height: 200px;" src="http://www.ccba.org.br/berlinale/uploaded_images/herzog-762136.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BERLIM - “O que nos leva a achar um filme bom é sempre um enigma. A verdade que vem brilhando lá do fundo talvez seja um caminho”, refletiu um dos grandes realizadores do cinema contemporâneo, o alemão Werner Herzog, presidente do júri da 60a edição do Festival Internacional de Berlim, aberto hoje. Seu último filme, Vicio Frenético, ainda está nas salas de cinema do mundo. Herzog lembrou da sua primeira vez em Berlim com um filme – Lebenszeichen (1968), que levou o Urso de Prata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herzog apareceu na manhã de hoje acompanhado dos demais colegas do júri – as atrizes Renee Zellwegger, Yu Nan, Cornelia Froboess,a cineasta Francesa Comencini, o produtor José Maria Morales e o escritor Nuruddin Farah), participou de coletiva de imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Para mim, é ainda mais especial estar aqui, pois naquela época, a minha geração achava o festival muito fechado, chegamos a alugar uma sala para promover essa abertura. E hoje, vejo que Berlim é exatamente o que queríamos, um festival aberto, para todos”, disse Herzog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questionados sobre novos caminhos para evitar que o mercado de cinema exista apenas para produtos de grande porte, achatando filmes importantes de tamanho menor, Herzog falou com sua franqueza peculiar sobre seu próprio Vicio Frenético:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Às vezes, os produtores ganham dinheiro antes mesmo de começar a filmar, portanto eles decidem enterrar um filme. Vicio Frenético ia direto para o mercado de DVD, só não foi porque as reações da crítica foram excelentes, e o filme teve uma oportunidade nas salas. Filmes não entram em combustão espontânea, eles ficam com a gente. Inicialmente, ninguém queria ver Aguirre – a Cólera dos Deuses, mas ele foi descoberto em Paris, onde ficou em cartaz por mais de dois anos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herzog falou da sua “rogue film school”, projeto provocador de escola de cinema que tem angariado seguidores no mundo do cinema. “Não é uma escola de cinema, mas um circo, um jeito de fazer guerrilha, uma maneira diferente de viver. Ela já aconteceu em Los Angeles, mas pode acontecer num subúrbio de Berlim, não importa. O que importa é o incrível interesse que temos percebido de muita gente talentosa ue quer fazer cinema. Há uma avalanche de talento por aí a fora”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas coletivas são geralmente burocráticas, mas não há como não sair do recinto com a sensação de que o cinema em Berlim estará em boas mãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-5536297020008759002?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/5536297020008759002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=5536297020008759002' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/5536297020008759002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/5536297020008759002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/um-filme-bom-e-sempre-um-enigma.html' title='Um filme bom é sempre um enigma'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-5122249575649842620</id><published>2010-02-12T11:19:00.003-03:00</published><updated>2010-02-12T12:06:50.249-03:00</updated><title type='text'>60ª edição da Berlinale</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-size:85%;" &gt;KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cinemascopio"&gt;http://www.flickr.com/photos/cinemascopio&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/54a_krkQ1Bw&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/54a_krkQ1Bw&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o aviso amigo da assessoria de imprensa de que sapatos resistentes e roupas quentes devem ser trazidos para Berlim, começa hoje a 60a edição da Berlinale – Festival Internacional de Cinema de Berlim. A previsão para toda a primeira semana é de temperaturas abaixo de zero com neve, mas também espera-se a primeira leva 2010 de filmes que irão mexer com o mundo do cinema. Dos novos trabalhos de mestres estabelecidos como Roman Polanski e Martin Scorsese à versão restaurada do clássico alemão Metropolis, de Fritz Lang, e novidades de filmografias de todo o mundo, Berlim promete uma seleção abrangente do cinema feito hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção brasileira participa com o filme inédito Bróder (SP), de Jefferson D, e o já lançado nos cinemas Besouro, aventura brasileira de artes marciais realizada por João Daniel Tikhomikoff. Ambos foram selecionados para a seção Panorama, paralela de prestígio onde, há três anos, Deserto Feliz, de Paulo Caldas, estreou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bróder tem no elenco Caio Blat, Jonathan Haagensen, Silvio Guindane, Cássia Kiss e Ailton Graça. A sinopse indica um encontro de amigos na periferia, onde lealdades são testadas à base da realidade violenta do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil participa ainda com a versão nacional da série “Fucking Different...”, que já há alguns anos tem lugar cativo na programação da Panorama, mostra que não esconde sua militância pelo cinema gay. Fucking Different São Paulo (a série já teve Nova York, Berlim e Telaviv em anos anteriores) traz uma série de filmes realizados na capital paulista por realizadores como Joana Galvão, Monica Palazzo, Max Julien, Ricky Mastro, René Guerra e Silvia Lourenço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã, será exibido em sessão especial o clássico Metropolis (1927), restaurado recentemente a partir de uma copia dada como perdida encontrada na cinemateca de Buenos Aires, há dois anos. O filme, uma das maiores super produções alemãs do período pré-nazista, e um dos filmes mais influentes da história do cinema, terá sessões acompanhadas por orquestra na clássica sala Friedrichstadtpalast, e ainda uma sessão a céu aberto para o público no Portão de Brandemburgo, amanhã à noite. Com previsão de dez graus abaixo de zero para esta sexta, resta saber se esta sessão será mantida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na competição e seleção oficial, Berlim esse ano preparou um conjunto de filmes que inspira mais curiosidade do que certezas. Martin Scorsese traz para a cidade A Ilha do Medo (Shutter Island), sua quarta colaboração com Leonardo DiCaprio (Gangues de Nova York, O Aviador, Os Infiltrados). Trata-se de um thriller sobre agente do FBI que irá investigar crime num manicômio localizado na sombria ilha titular. Passa fora de competição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro destaque fora de competição é o primeiro filme do artista inglês Banksy, cujo trabalho tornou-se conhecido por ter como principal conceito de galeria a rua, seja em Londres, nas paredes da Palestina ou na Nova Orleans pós-furacão Katrina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roman Polanski, que enfrenta momento difícil da sua vida pessoal, em prisão domiciliar na Suíça por causa de pendência histórica com a justiça americana por acusação de ter mantido relações sexuais com garota menor de idade nos anos 70, não estará em Berlim para ver a estréia do seu novo filme. The Ghost Writer, com Ewan McGregor, Kim Cattral e Pierce Brosnan, sobre escritor contratado para escrever as memórias de um ex-primeiro ministro britânico. O filme está em competição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O já admirado diretor americano Noah Baumbach (A Lula e a Baleia) apresenta Greenberg, juntando-se a dois outros realizadores que chamam a atenção no circuito internacional. O dinamarquês Thomas Vinterberg (Festa de Família) mostra Submarino e o inglês Michael Winterbottom (ganhador do Urso de Ouro em Berlim 2002 por Nesse Mundo) concorre com The Killer Inside Me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme de abertura hoje é o chinês Tuan Yuan, de Wang Quan'an, outro ganhador do Urso de Ouro (em 2007, por O Casamento de Tuya), e o festival guarda para o seu encerramento o japonês Otouto, de Yoji Yamada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-5122249575649842620?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/5122249575649842620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=5122249575649842620' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/5122249575649842620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/5122249575649842620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2010/02/60a-edicao-da-berlinale_12.html' title='60ª edição da Berlinale'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1175239660826089880.post-7580275418486289270</id><published>2009-02-20T12:03:00.001-03:00</published><updated>2009-02-20T12:04:32.764-03:00</updated><title type='text'>A Berlinale que não está sob os holofotes</title><content type='html'>KLEBER MENDONÇA FILHO&lt;br /&gt;cinemascopio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 59a edição da Berlinale, Festival Internacional de Cinema de Berlim, encerrou no sábado, dia 14 de fevereiro, sob uma frente fria que trouxe neve para a fascinante cidade de Berlim. Para o visitante credenciado (20 mil credenciados de 136 países, segundo a organização), e no meu caso, como jornalista e crítico, os 383 filmes exibidos em 1238 sessões frequentemente se transformam numa série de escolhas difíceis que precisam ser feitas, especialmente pelo fato de os spotlights estarem quase sempre na mostra competitiva que leva ao Urso de Ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta terceira experiência profissional na Berlinale, me chamou a atenção como o festival revelou-se diferente pelo fato de eu finalmente me livrar algumas vezes da competição em direção à mostra mais alternativa Forum, ou à mostra fora de competição Berlinale Special, esse ano dedicada a novos filmes de velhos mestres. Foi lá que algumas belas descobertas foram feitas, como o filme belga Double Take (Forum), de Johannes Grimonprez, ou Peculiaridades de uma Rapariga Loira (Berlinale Special), de Manoel de Oliveira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa perspectiva de cinema alemão, o Festival abriu com The International, que o cineasta alemão Tom Tykwer dirigiu com equipe alemã para a Sony Columbia Pictures, não muito bem recebido, mas cujo tema (bancos internacionais como fonte de problemas para o mundo) mostrou-se perfeitamente em sintonia com o clima atual da economia. Alle Anderen, da jovem realizadora Maren Ade, foi bem recebido em Berlim, e ficou com o Urso de Prata (dividido com o uruguaio Gigante). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa redescoberta da Berlinale me mostrou um festival enorme, frequentado por cerca de 270 mil espectadores e que movimenta a cidade como um todo, em dezenas de salas com perfeitas condições técnicas de som e imagem. O que mais impressiona é que eu não fui a uma única sessão que não estivesse lotada, inclusive nas sessões da Retrospecktive 70mm - Bigger Than Life, que atraiu admiradores saudosos de inúmeros países para ver filmes projetados no clássico formato 70mm no Cine Star 8 (enorme sala de multiplex no Sony Center, em Potsdamer Platz) e no maravilhoso Kino International (Karl Marx Ale), sala de design comunista na Berlim Oriental onde os principais filmes do bloco soviético estreavam nos anos 60, 70 e 80.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1175239660826089880-7580275418486289270?l=www.ccba.org.br%2Fberlinale' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/7580275418486289270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1175239660826089880&amp;postID=7580275418486289270' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/7580275418486289270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1175239660826089880/posts/default/7580275418486289270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.ccba.org.br/berlinale/2009/02/berlinale-que-nao-esta-sob-os-holofotes.html' title='A Berlinale que não está sob os holofotes'/><author><name>Centro Cultural Brasil Alemanha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03566241431905403334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13773906385682430797'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>
